Love, love, love.

Postado em Uncategorized em Março 7, 2009 por Gabriela

Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, em pedaços de vidro.  Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:  pularia vestida de palhaço de bungee jump. Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito.  Mas amor não se pede, imagine só.  Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou  aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.  Ei, seu bobo, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.  Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o gosto do sorvete de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco sorvetes de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em escutar sua banda favorita, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, vem, vem, vem. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são sensíveis demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de abraçar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara e sabe de uma coisa?

Ele sabe, ele sabe.

Seja sempre meu garoto.

Postado em Uncategorized em Fevereiro 18, 2009 por Gabriela

Não se preocupe em ser um gênio e não se preocupe se não for inteligente. Confie mais no trabalho duro, na perseverança e na determinação. O melhor lema para uma longa marcha é “Não resmungue. Aguente”.

Você tem o futuro nas mãos. Nunca duvide disso. Não se gabe. O menino que se gaba, assim como o homem que se gaba, pouco mais pode fazer. É um zé-ninguém que anuncia a sua própria mercadoria barata. A lata vazia é a que faz mais barulho. Seja honesto. Seja leal. Seja bondoso. Lembre que a coisa mais difícil de conseguir é a faculdade de ser altruísta. Como qualidade, é um dos mais belos atributos da masculinidade.

Ame o mar, a sonoridade da praia, os prados amplos.

Mantenha-se limpo de corpo e mente.

Mi hermosa.

Postado em Uncategorized em Fevereiro 15, 2009 por Gabriela

-E todas as garotas do seu tempo são – Jesse perguntou, sério, aparentemente sem notar o meu desconforto ou a minha fascinação pela boca dele – como você?

-Como eu? Como… se elas são mediadoras?

- Não. – Jesse balançou a cabeça – Sem medo, como você. Corajosas, como você.

Sorri.

- Eu não sou corajosa, Jesse – eu disse.

- Você está aqui – ele disse, apontando para o chão – Mesmo sabendo, ou pensando que sabe, que uma coisa terrível vai acontecer.

- Bem, claro – eu disse – Porque essa é a razão pela qual eu estou aqui. Para ter certeza que isto não acontecerá. Embora, para ser sincera… – eu olhei de relance para Paul, no caso dele – e ele provavelmente estava – estar ouvindo – na verdade eu vim para impedi-lo. Paul, quero dizer. De parar Diego. Porque você vê, se você não morrer hoje, você e eu – no futuro, de onde eu vim – nunca nos conheceríamos. E eu não podia deixar isso acontecer. E até você – no futuro – disse que não queria que isso acontecesse. Só que… Que… Aqui estou, deixando isso acontecer. Então você vê, eu não sou corajosa, de verdade.

Eu duvido que ele tenha entendido alguma coisa do que eu falei. Não importava. Era quase a desculpa que o Jesse que eu conheço e amo iria receber. E eu senti que lhe devia uma. Uma desculpa. Pelo que eu fiz. O que estaria destruindo tudo o que nós teríamos juntos.

- Eu penso que você está errada – Jesse disse. Sobre eu não ser corajosa.

Mas o que ele sabia sobre isso, afinal?

Eu apenas sorri

Speak to me.

Postado em Uncategorized em Fevereiro 6, 2009 por Gabriela

Estou deixando tanta coisa passar. Deixando mais um verão ir embora. Deixando essa saudade me dominar. Eu realmente espero não estar perdendo muita coisa.